A Umbanda e o culto a outras Energias

Hoje sabemos que somos circundados por uma imensa quantidade de energias diferentes e que todas elas, de alguma forma, nos influnciam, individual e coletivamente. Muitas destas energias foram sendo apresentadas a nós, com o passar dos séculos, como forma de acessarmos ao divino, sutilizarmos nossas energias e, assim, caminharmos rumo à evolução individual e planetária.

As primeiras manifestações de fé em algum ser criador e regente e o culto aos nossos ancestrais remonta aos primórdios da humanidade como a conhecemos e alguns cultos – como o culto aos Orixás – tem origens milenares, fato comprovado por diversos estudos e descobertas de historiadores e arqueólogos dedicados ao tema.

Sendo assim, o culto a algum ser ou energia talvez seja tão antigo quanto a própria jornada humana neste planeta. Um exemplo disto são as práticas xamânicas ou de totenismo que já apareciam nas primeiras civilizações hoje conhecidas.

Igualmente, as primeiras experiências religiosas, aqui compreendendo-se a experiência de fé coletiva direcionada por algum tipo de dogma ou ditame também são muito antigas, como o culto ao Deuses Gregos, Romanos, Nórdicos e o Zoroastrismo, tido como a religião monoteísta mais antiga da humanidade.

Sendo assim, a experiência religiosa – seja como sistema coletivo ou incursões individuais pelo sagrado – remonta, verdadeiramente, aos primórdios da humanidade. Trocando em miúdos, podemos dizer com segurança que o sentimento religioso, a busca pelo sagrado e por algum tipo de elevação faz parte da nossa própria história como serres humanos.

Existem pelo mundo tantas expressões de fé, tantos símbolos, energias, divindades e seres considerados como sagrados, como símbolos do divino e, por outro lado, existe a vontade de aprender, de conhecer, de saber, e a união destes dois elementos é a expressão mais pura do sentimento que talvez tenha nos conduzido até os dias de hoje: a curiosidade humana.

Falando especificamente da Umbanda, vivenciamos uma expressão religiosa que foi formada pela união de elementos, credos e símbolos de diversas origens e que, de modo harmônico e complementar formar este complexo de fé tão bonito e tão plural que hoje recebe o nome de Umbanda.

Veja-se, se a Umbanda, em sua essência, se formou – E ainda vem se formando – de variadas raízes, credos e influências, por quê não beber de todas estas fontes, não se utilizar de todos estes conhecimentos?

Aqui cabe uma explicação: Falo da formação humanística e religiosa do umbandista – ou de qualquer pessoa que se proponha a estudar o encontro com o sagrado. A alteração ou adição de qualquer elemento ao culto de umbanda depende de como cada um dos líderes de  terreiros entende esta questão. Cada casa, cada sacerdote tem sua tradição, e ela precisa ser respeitada.

Mas reafirmo que sim, é possível “abraçar” com o culto de umbanda todas as práticas, energias, invocações, divindades e magias que caminhem pelas veredas da caridade e trabalhem para o bem, com amor e pela luz. Basta querer.

Sendo assim, se em seu coração pulsa o desejo de rezar para um santo católico, entoar um mantra para Ganesha ou Shiva, cantar para Buda, fazer uma invocação a um mestre ascensionado ou se conectar aos Arcturianos, peço que o faça de todo o coração!

No amor e no caminho do bem e do crescimento espiritual, não existe lugar para conflito de egos, todas as energias que trabalham para o bem sai irmãs.

E não estranhe o Preto Velho te intuir a entoar um mantra ou Exu te pedir para fazer um decreto da Fraternidade Branca. Quando você se abre para a pluralidade, seus guias dizem Amém e estarão contigo no seu crescimento, gratos pela oportunidade de crescerem juntos.

Está tudo sempre certo.

Axé, Ahow, Saravá, Namastê, Aleluia, Amém…

Laroiê Exu,

Sharanan Ganesha,

Patacori Ogum,

Om mani padme om.

Salvadas sejam todas as forças do bem e do amor!

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