Existem diferentes formas de mediunidade, e cada uma traz sua beleza, no entanto a Umbanda se centra bastante na mediunidade de incorporação, e mesmo neste tipo de mediunidade existem subdivisões. Alguns médiuns são conscientes, outros inconscientes e supraconscientes.
O médium inconsciente perde o controle de suas faculdades e deixa para que o guia controle desde os movimentos musculares, a fala, assim como o conteúdo da mensagem que o guia está falando ao consulente.

O médium consciente mantém controle sobre sua consciência e é capaz de perceber aquilo que o guia está falando, percebe que mudam seus modos de falar e agir, mas percebe que o conteúdo da mensagem que está falando vem de uma consciência fora da sua própria.
Muitas pessoas tem como objetivo ideal chegar a ser um médium inconsciente, por achar que está em maior contato com os guias espirituais. E existem até casos em que o médium é semi consciente e mente até pra si mesmo que é inconsciente.

No entanto fontes do plano espiritual não faltam para dizer que médiuns inconscientes são cada vez mais raros, pois cada vez mais os médiuns devem se burilar e trabalhar em sua reforma íntima para receber os guias espirituais.

A maioria de nós médiuns, ao trabalhar nas giras de atendimento, atinge um estado alterado de consciência que não pode ser explicado apenas como consciente/inconsciente.

Este estado se chama supraconsciente.

Neste estado, o médium continua sendo plenamente capaz de controlar seu corpo e  seu equilíbrio, e não se sente “levado” a lugar algum durante as consultas. O médium continua ali, acordado e consciente, no entanto seus sentidos encontram-se expandidos: sua visão percebe novos elementos, seu olfato é expandido, e sua consciência expandida.

Neste estado, o animismo do médium está em harmonia com o trabalho de caridade que o guia veio fazer, e por isso deixa de ser algo a ser combatido.

E como se entrelaçam o médium e o guia pelos laços dos pontos de força do médium, e possível ter a certeza que as mensagens passadas pelos médiuns provêem de uma inteligência externa, que são os guias espirituais.

Então, não é necessário que os médiuns fiquem perseguindo o estado de incorporação inconsciente, como se esse fosse o único estado verdadeiro de mediunidade. Isso vale principalmente para os médiuns em desenvolvimento, que muitas vezes exigem de seus corpos sensações que simplesmente são impossíveis de alcançar.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *