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Xangô estava apaixonado por Oxum e queria por toda lei que ela se casasse com o rei de Oió e lá vivesse com ele.

No entanto a jovem Oxum vivia junto com seu pai Oxalá, que a enchia de todos os mimos e carinhos, e ela nunca conseguiria viver longe de seu pai.

Então, Oxum determina que só iria se casar com Xangô se pudesse levar o pai para morar junto ao casal e que Xangô o carregasse nas costas para onde Oxalá quisesse ir.

Xangô tentou de toda forma mudar a condição de Oxum, mas a jovem rainha é conhecida por sua teimosia e não mudava de opinião de forma nenhuma.

Vendo que poderia ficar sem os encantos de Oxum se não concordasse, e não querendo a presença do pai da noiva junto ao casal, eis que Xangô teve uma ideia.

E foi avisar Oxum que concordava com a sua condição e que levaria o velho Oxalá consigo onde fosse.

Acertadas as condições, Oxum se casa com Xangô e quando pergunta ao rei quando irá carregar seu pai para a nova casa, Xangô responde tirando seu colar de guias vermelhas e adiciona uma conta branca à firma, bem onde fica o pescoço.

Assim, Xangô carregaria a todo instante o velho Oxalá consigo onde quer que fosse e mostraria a todos que traz consigo a marca do velho orixá.

E desde então, a guia de Xangô tem uma conta branca no meio das contas vermelhas, como prova de sua promessa feita para Oxum.

Nem sempre a força é o melhor caminho, ao invés de bater de frente e exigir que Oxum abrisse mão do pai, como era costume na época, o rei foi esperto e perspicaz em encontrar um meio termo que agradava tanto a si mesmo como à jovem noiva.

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